Buraqueira de Porangatu tem solução

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O problema da buraqueira se arrasta por longos anos e requer planejamento urgente. Foto: Reprodução

O asfalto de Porangatu tem dado o que falar, não é mesmo?

Evidentemente, é um problema crônico com a qual a cidade convive há várias gestões. O que podemos dizer para ajudar a prefeita Vanuza Valadares, e toda a cidade, sobre esse problema que parece sem solução?

Primeiro eu quero pedir licença dos amigos e amigas leitores de ocupar esse espaço aqui no Portal da Sheilismar fora do meu dia habitual, que às vezes é quinta, às vezes sexta, a depender da luz da inspiração e do terremoto de fatos que nos tem deixado a todos atordoados. Mas é preciso falar sobre esse importante assunto, infraestrutura da cidade, quando ele surge de forma tão quente e pungente.

Toda a infraestrutura da cidade tem um custo. Cada rua tem um custo por metro quadrado de pavimentação e de manutenção. Isso tudo não é barato, mas quando uma cidade abre muitos loteamentos, que ficam cheios de lotes vazios por muito tempo, ou quando ela aceita conviver com imóveis subutilizados ou abandonados e lotes baldios toda essa infraestrutura fica ainda muito mais cara.

A operação tapa-buracos busca amenizar o problema. Foto: Secom

Não é só o asfalto que tem custo por metro quadrado na infraestrutura da cidade. O posteamento para energia elétrica, a iluminação urbana, a rede de água e esgoto, o policiamento, o transporte coletivo, tudo isso fica mais simples e barato quanto mais a cidade for compacta, com o mínimo de vazios urbanos e mais concentrada. Essa é a primeira coisa que devemos pensar quando queremos que nossas ruas não tenham buracos, os postes de luz não tenham lâmpadas queimadas, equipamentos públicos como parques, escolas e postos de saúde fiquem próximos e acessíveis a partir das casas das pessoas.

Tudo isso tem a ver com planejamento de longo prazo, mas o que eu teria a dizer a Vanuza, nossa querida prefeita de Porangatu, para aconselhá-la neste momento de aperto? Eu diria a Vanuza que planeje. Busque tecnologias de melhor qualidade de asfaltamento. Faça um diagnóstico da drenagem dos pontos mais críticos, com certeza as enxurradas são parte determinante do problema e invista em rede de drenagem, bueiros e escoamento. Isso não é dinheiro jogado fora, vai economizar muito no futuro e preservar muito mais o asfalto.

Gerson Neto é jornalista, radialista, ambientalista e especialista em Planejamento Urbano e Ambiental.

Forme um consórcio com os municípios vizinhos para a implantação de uma usina de asfalto para baratear o material. E principalmente, não deixe abrir novos loteamentos. O cálculo é simples: veja quantos lotes tem vazios, aplique os cálculos do IBGE de pessoas por lote da cidade, que deve girar em torno de 3 ou 4 pessoas, projete o crescimento populacional para daqui a 10 anos, dado que o IBGE também fornece, e mantenha o número de lotes vazios dentro dessa margem.

O que não dá pra fazer é insistir nos erros das gestões anteriores. E chuva não é desculpa para não trabalhar. Se chuva impedisse obras a Inglaterra, onde chove o tempo todo, era um país todo lamacento.

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