“É inviável o processo de recuperação”, afirma engenheira da Câmara Municipal, em resposta a ofício de vereador

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Já se passaram mais de seis meses desde que um forte temporal provocou em diversas edificações de Porangatu. Uma delas, foi o prédio da rodoviária de Porangatu, que teve a cobertura e parte da estrutura danificada pelos fortes ventos.  O outro pavilhão, onde funcionavam lojas comerciais, restaurantes e o vapt-vupt, apresentava alterações estruturais mesmo antes do incidente de 2021.

Afim de decidir sobre qual decisão tomar sobre o prédio público, a Prefeitura de Porangatu, ainda 2021, solicitou ao departamento de engenharia do município uma avaliação técnica da estrutura existente. O laudo assinado pelo engenheiro Jonathas Oliveira Moraes, CREA n° 1014742153/D-GO, condenou a edificação, apontando as partes já colapsadas na estrutura e os danos estruturais que vieram com a tempestade.

Mesmo com um laudo já existente, o vereador Cristian Chagas (PSDB), levantou questionamentos sobre o destino que seria dado ao prédio. No início de abril, o Chagas publicou um vídeo gravado em frente ao rodoshopping, onde dizia estar preocupado “porque a gente escuta o tempo todo que a prefeitura vai demolir esse prédio aqui”.  O vereador indaga sobre quantos milhões de reais existem empregados na estrutura que ainda está em pé e afirma que entraria com representação judicial para impedir a demolição.

A assessoria de engenharia da Câmara, então, emitiu nesta semana um laudo assinado pela engenheira civil Marília Oliveira Silva, CREA 1017453152 AP-GO, em que diz ser inviável o processo de recuperação da edificação.  “O processo de recuperação do rodoshopping vai além da parte destruída pela chuva, a edificação já apresentava anomalias que impediam o seu bom funcionamento e estava incomodando os usuários”, diz um trecho do documento.

Outra parte das considerações finais do documento, diz que a demolição de uma parte por ocasionar danos em todo o sistema, e que é comum, em uma reforma, aparecer problemas não identificados que exigirão novas mudanças no projeto e aditivos no orçamento.

Desde o início, essa era uma das preocupações da Gestão Novos Tempos, tanto que o primeiro laudo foi solicitado menos de 30 dias após o ocorrido. Ainda assim, a prefeitura de Porangatu buscou estudar as análises feitas por técnicos especialistas antes de decidir pela demolição da estrutura.

“Uma reforma poderia trazer uma grande despesa para os cofres públicos, e ainda, ficaríamos com incerteza quanto a segurança do prédio. Por isso, fazer a demolição nada mais é do que responsabilidade com o dinheiro público e principalmente com a vida das pessoas”, disse a prefeita Vanuza Valadares que ainda completou dizendo que a gestão está buscando um novo local para a rodoviária, que seja de fácil acesso para os ônibus e para a população e, ainda, que possa impulsionar o desenvolvimento de alguma região da cidade.

Vereador se posiciona a respeito do laudo a Câmara

O laudo foi concluído no dia 25 de abril e em vídeo publicado em suas redes sociais, o vereador Cristian Chagas (PSDB), pontuou que hoje pela manhã, várias pessoas entraram em contato perguntando sobre o ofício da Prefeitura de Porangatu que está circulando e que notifica a demolição do prédio no dia 07 de maio de 2022, às 07 horas da manhã.

Diz a nota do vereador Cristhian Chagas (PSDB):

No dia 05/04/2022, protocolei na Câmara Municipal de Porangatu o OFÍCIO. GABINETE. 003/2022, com o seguinte Assunto: Solicitação de Laudo Técnico da Assessoria de Engenharia da Câmara Municipal de Porangatu-GO sobre a viabilidade de recuperação do prédio Rodoshopping. Algumas semanas depois, o laudo da assessoria de engenharia da Câmara assinado pela engenheira civil MARÍLIA OLIVEIRA SILVA também foi pela demolição do prédio, conforme diz trecho do laudo:

“Levando em consideração o alto investimento necessário para a reforma e seu custo-benefício, assim como as futuras manutenções periódicas e o alto risco de, mesmo após as intervenções, a edificação não desempenhar 100% as suas funções, comprometendo o conforto e segurança dos usuários, fica INVIÁVEL O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DA EDIFICAÇÃO.

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