Homem encontrado desacordado em Porangatu continua sem identificação no Huana

Pessoas próximas à uma família da cidade acreditou que ele seria um parente que estava sumido, porém, após conferência, eles chegaram à conclusão de que não se trata da mesma pessoa.

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Até o momento não apareceu nenhuma informação concreta sobre a possível agressão, a identificação dele ou de algum familiar. Foto: Reprodução.

O print com a imagem de um homem internado no Hospital Estadual de Urgências de Anápolis (Huana), a 55 km de Goiânia, tem sido compartilhado com frequência nas redes sociais, com o objetivo de encontrar seus familiares e fazer sua identificação.

Porém, algumas informações do texto divulgado não são verdadeiras e tem causado confusão. Inclusive, pessoas de Porangatu acreditaram se tratar de um homem da cidade que há tempos não dava notícias para os familiares. Eles informaram que providências estariam sendo tomadas para buscá-lo, mas quando checaram as informações entre os possíveis irmãos, confirmaram que não era a mesma pessoa.

O texto divulgado com a foto do homem informa que ele está na unidade há um ano, mas em contato com a assessoria de comunicação do Huana, foi confirmado que na verdade, ele está lá há nove meses. Também informa que ele evoluiu e que teria dito seu nome, que seria Emanuel. Porém, a verdade é que ele nunca conseguiu falar e nem corresponder aos estímulos de forma voluntária.

Ou seja, ele nunca disse que se chamava Emanuel e muito menos que seria de Porangatu. Na verdade, ele foi encontrado desacordado e com um grave ferimento na cabeça no dia 02 de agosto de 2020, em uma rua de Porangatu. A equipe do Samu que atendeu o paciente recebeu informações de populares de que ele seria um andarilho na cidade. Na época ele estava barbudo e com cabelo grande.

O homem não portava nenhum documento e devido a gravidade do ferimento na cabeça (possível agressão), foi transferido para Anápolis em 04 de agosto, onde passou 26 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). E, desde então segue na enfermaria se alimentando via sonda nasoentérica, está traqueostomizado e respira espontaneamente.

“Ele nunca esteve em coma, mas também nunca se comunicou, nem por fala e nem por gestos. Por exemplo, se pedem a ele pra apertar a mão, piscar ou seguir algum objeto com o olhar, ele nunca corresponde”, explicou a assessora de comunicação, Ariane.

Busca por identificação continua

Devido à informação fake divulgada sobre sua origem, tempo de internação e informação do nome, algumas pessoas confundiram ele com outra pessoa de Porangatu que está desaparecida. Foto: Reprodução.

Em outubro do ano passado (2020), a TV Anhanguera exibiu reportagem sobre esse caso, inclusive informando que a direção do Huana também havia solicitado a Polícia Técnico Científica local que colhesse suas digitais. Foi solicitado ao Instituto de Identificação a análise das digitais do paciente, porém, após cruzamento de dados no Estado de Goiás, suas digitais não foram reconhecidas no Estado de Goiás.

O Chefe do Núcleo da Polícia Técnica Científica de Porangatu (NPTC), Fernando Ribeiro, explicou que a papiloscopia (identificação civil) é de responsabilidade de cada Estado porque não existe um banco nacional único de digitais de identificação civil. Após varredura, não encontrando naquele Estado, a Polícia Civil pode pedir a ficha papiloscópica civil de todos os Estados da federação, mas demanda um certo tempo.

Assim que a digital coletada é positivada e identificada, ocorre a tentativa de contato imediata com familiares. O paciente já pode ter alta, mas precisa ter cuidados especiais em casa devido às sequelas. Quem tiver qualquer informação sobre ele deve entrar em contato com o departamento de psicologia do hospital, por meio do telefone (62) 9 9825-9975.

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