Jovem que teve nome envolvido em tentativa de golpe contra Bacci é ouvido na delegacia

Bacci ressaltou que o esclarecimento do caso é uma resposta também a toda sociedade, uma vez que a prática que se tornou tão comum e fez várias vítimas com um salto de 500%, entre julho e novembro do ano passado, com a pandemia.

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Foi notado contradição entre o que foi dito à produção do Cidade Alerta e o que foi dito à polícia.

O açougueiro Gabriel Carlos de Porangatu, que teve o nome envolvido por uma pessoa que tentou aplicar um golpe por um aplicativo de mensagens contra o jornalista do Cidade Alerta da Record, foi ouvido na 12ª Delegacia Regional de Porangatu, acompanhado de seu advogado, na tarde desta segunda-feira (15).

De acordo com o depoimento prestado por Gabriel, ele só tomou conhecimento de que sua conta de uma agência bancária de Porangatu estava envolvido no caso, após reportagem exibida no Cidade Alerta. Ainda segundo ele, essa conta foi aberta há aproximadamente um ano, porém somente depositou um pequeno valor na abertura e depois disso nunca mais a movimentou.

As contradições serão apuradas. Fotos: Reprodução

Alegou que após tomar conhecimento do fato, procurou o cartão em sua casa, ocasião em que percebeu que este e um papel com a senha, além do documento de identidade dele que estavam em uma carteirinha entregue pelo banco no ato da abertura da conta tinham desaparecido.

Também informou que o produtor do jornal Cidade Alerta, Éder Fritsch, entrou em contato com ele para que ele pudesse se pronunciar sobre o fato, mas ele recusou a participação ao que o produtor o teria dito que se ele não devesse, não tinha o que temer.

Bacci abre espaço para defesa

Como havia dito que iria até o fim nesse caso para descobrir quem tentou passar o golpe em sua família, Bacci retomou o assunto no Cidade Alerta também na segunda-feira, inclusive com o depoimento de Gabriel o qual ele fez alguns questionamentos de contradições nas falas de Gabriel.

Durante a programação, foi exibida a conversa do advogado de defesa com o produtor a qual ele diz que qualquer situação que queira tratar, pode falar com ele. Ao que a produção responde afirmativamente e explica que exibirão outra reportagem no mesmo molde e que contava com a participação de Gabriel que estava marcada para às 16h, mas que ele desmarcou.

A produção ainda frisa que em momento algum o acusou e que está dando todo espaço na programação para que ele possa expor sua versão e defesa. Bacci ressaltou também que o que precisa ser esclarecido é quem é a pessoa que entrou em contato com a irmã dele e, bem como, ele conseguiu os dados bancários de Gabriel, alertando que o esclarecimento é uma resposta também a toda sociedade, uma vez que a prática que se tornou tão comum e fez várias vítimas com um salto de 500%, entre julho e novembro do ano passado, com a pandemia.

Contradições são apontadas

“E eu já estou sabendo também Gabriel, que você contou uma história pro nosso produtor e depois mudou essa versão pro delegado. Isso se chama Gabriel, contradição. Contradição! E a polícia vai investigar. Você marcou uma entrevista conosco e de repente desmarca, de uma hora pra outra. Se você realmente perdeu o documento na quinta-feira (11) a tarde, e na sexta-feira (12), já usaram seu documento, sua senha pra plicar um golpe na minha irmã é no mínimo curioso né?” pontuou Bacci (1:57).

Bacci diz que quer entender as contradições que teriam sido apresentadas a produção e para a polícia. Se Gabriel realmente só teria essa conta que foi usada uma única vez ao abri-la há um ano sem qualquer movimentação bancária, inclusive deixando cartão e senha em casa onde foram perdidos, ou se tinha o hábito de andar com cartão e senha no bolso e os perdeu no dia anterior à tentativa de golpe, ao passar por um quebra-molas.

“Se você não liga (movimenta) essa conta, pode ser que sim, que a pessoa haja dessa maneira, mas é no mínimo estranho”, questionou mais uma vez Bacci com relação a primeira versão passada para a produção sobre costume de andar com o cartão e senha no bolso.

Gabriel que havia aceitado falar de sua inocência por vídeochamada no Cidade Alerta disse que foi orientado pelo advogado a não participar. Foto: Reprodução

Bacci também fez uma representação para abertura de inquérito em São Paulo e a partir disso deve ser pedido a quebra de sigilo bancário ou até telefônico para constatar a veracidade no depoimento dele, se houve alguma movimentação na conta e se havia alguma forma de participação dele na tentativa de golpe.

Bacci disse também que achou estranho que ao perceber que perdeu o cartão com a senha, não foi feito um boletim de ocorrência, disse que teria procurado o banco que o mandou retornar apenas na segunda-feira, sendo que o bloqueio pode ser feito por telefone ou internet, e que não teria procurado um advogado para resolver essa questão de proteção bancária.

“Se você é inocente, eu queria que você se juntasse a mim para descobrir esse golpe”, diz Bacci. Em outro trecho diz: Pra mim, por enquanto, você é vítima como eu” e frisou ainda a estranheza no fato de Gabriel andar com a senha e o cartão no bolso de uma conta única que não movimentava e a rapidez entre a perda dos documentos e a tentativa de golpe que foi menos de 24 horas, se teve contato com o cartão há um mês ou no dia anterior, entre outras contradições.

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