Terceira morte por dengue é confirmada e Governo de Goiás declara situação de emergência

Medida autoriza ações para evitar internações, casos graves e mortes pela doença, como dispensa de licitação para aquisição pública de insumos e materiais, doação e cessão de equipamentos e bens e contratação de serviços

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O Governo de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública, em decreto publicado nesta sexta-feira (03/02), depois que o Estado atingiu, por quatro semanas epidemiológicas consecutivas, a taxa de incidência de casos suspeitos de dengue acima do limite definido no Plano de Contingência Estadual para Arboviroses.

O decreto autoriza medidas necessárias para evitar internações, casos graves e mortes. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste ano já foram registrados 22.275 casos de dengue e três mortes, o que representa um aumento de 58% na comparação com o mesmo período de 2023.

O governador Ronaldo Caiado pede que todos redobrem o cuidado para acabar com os criadouros do mosquito. “O lixo, a sujeira é o meio de proliferação do mosquito. Então, a limpeza deve continuar sendo feita. A responsabilidade é de todos nós”, ressaltou.
Duas dessas mortes foram registradas em Uruaçu, no norte goiano. A última morte que contabilizou a terceira no Estado, foi da adolescente Fernanda Ferreira Martins, de 16 anos, devido a um quadro grave de dengue associado a cetoacidose diabética gravíssima. Fernanda cursava o 3º ano do ensino médio no colégio militar em Uruaçu e morreu neste sábado (03) no Hospital Centro Norte.

Também em Uruaçu, foi registrado a primeira morte em Goiás em 2024. Jesney Fernandes Gomes de 31 anos faleceu no último dia 5 de janeiro. Ele foi levado no dia 03 de janeiro para o Hospital do Centro Norte Goiano (HNC) depois passar mal, cair e bater a cabeça no banheiro de casa. O homem apresentava um quadro de dengue grave, a conhecida dengue hemorrágica e já nas primeiras horas de atendimento precisou ser entubado.

Conforme informações do HNC, o paciente já apresentava sintomas da doença uma semana antes de dar entrada na unidade. Ele foi medicado e passou por exames laboratoriais e de imagens. Apesar dos esforços da equipe médica, ele permaneceu em estado gravíssimo, instável e teve que continuar entubado. Jesney, infelizmente, não resistiu e morreu dois dias após a internação.

Nesse intermédio, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) confirmou a segunda morte por dengue em Goiás em 2024. A vítima é um homem de 33 anos, residente em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com a pasta, o óbito foi registrado no dia 18 de janeiro, em Formosa.

Outros 30 óbitos estão sendo analisados, tendo entre as vítimas crianças e bebês. Com o aumento do número de casos de dengue, Goiás pode decretar estado de emergência em saúde pública. A análise do cenário epidemiológico do mês de janeiro deste ano será essencial para confirmar se o estado vive uma epidemia da doença. Segundo o secretário estadual de Saúde, Rasível dos Santos, já foram instaurados gabinetes de crise da dengue em pelo menos 50 municípios.

Porangatu instaurou Gabinete de Crise Contra o Aedes Aegyptis:
Um dos municípios que se antecipou e instaurou o gabinete de crise contra a dengue foi Porangatu. Além de reuniões estratégicas na prefeitura e no Cotec com levantamento de setores em situação crítica como os setores Sul, Galiléia, Nossa Senhora da Piedade, Grupiara, Jardim Brasília e Jardim Europa, serão realizados mutirões e intensificadas as campanhas de prevenção na imprensa, redes sociais, residências e também as fiscalizações. Um Decreto de Alerta de Saúde Pública também foi publicado.

Goiás se configura como um dos estados que têm a maior quantidade de casos no País:
Há pelo menos dez anos Goiás se configura como um dos estados que têm a maior quantidade de casos no País. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, o atual aumento de casos era esperado.
Por isso, desde agosto de 2023 a pasta tem informado os municípios sobre os riscos relacionados ao verão de 2023/2024. Uma das explicações é que Goiás está sob influência do fenômeno natural El Niño, que interfere no aumento do regime de chuvas e calor, condição ideal para reprodução do Aedes aegypti.

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