Uma operação conjunta das Polícias Civis do Distrito Federal em parceria com a Polícia Civil de Porangatu, e com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão preventiva de suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em agiotagem, extorsão e cobranças mediante violência e coação. Os investigados residem em Formoso, no Norte de Goiás.
A ação teve como objetivo desarticular um grupo que, segundo as investigações, atuava em diferentes estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, oferecendo empréstimos com juros abusivos e utilizando métodos violentos para cobrar as dívidas.
Durante entrevista exclusiva ao PORTAL SR NOTÍCIAS, o delegado responsável pela investigação, Luiz Henrique Dourado, informou que o grupo teria aproximadamente 15 integrantes, com os principais líderes concentrados em Formoso.
“Eles emprestavam dinheiro por vários estados do país, inclusive no Distrito Federal. Para algumas pessoas, usaram muita violência na cobrança, levando, inclusive, uma das vítimas a cometer suicídio. Na sequência, passaram a extorquir os parentes dessa pessoa”, relatou o delegado.
Segundo Dourado, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil do Distrito Federal e passou a ser investigado pela unidade responsável pelo combate aos crimes patrimoniais. A Delegacia de Repressão a Sequestro participou das apurações, que permitiram identificar a estrutura do grupo.
Entre os presos estão dois homens apontados como líderes da organização criminosa e um jovem, todos ligados ao município de Formoso. Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais apreenderam documentos, celulares e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.
Apoio da Polícia Civil de Porangatu

O delegado de Porangatu, Luciano Silva, destacou que a unidade participou da operação como apoio operacional, em uma atuação integrada entre as forças de segurança.
Segundo ele, a participação teve como finalidade contribuir para a desarticulação da organização criminosa, investigada por crimes de natureza financeira e outros delitos relacionados à cobrança ilegal de dívidas.
Os investigados foram presos preventivamente e permanecem à disposição da Justiça. O material apreendido será submetido à análise dos investigadores para identificar novas vítimas, integrantes e possíveis ramificações do esquema.
Ainda conforme o delegado Luiz Henrique Dourado, as provas reunidas durante a investigação são consideradas robustas e poderão sustentar futuras denúncias criminais. Em caso de condenação pelos crimes investigados, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, dependendo do enquadramento e da decisão judicial.













