Teve início por volta das 8h da manhã desta quarta-feira (11) e foi encerrado apenas por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (12) o julgamento de seis réus acusados de integrar uma facção criminosa e de participação em uma tentativa de homicídio registrada em Porangatu, no norte de Goiás.
O crime ocorreu no dia 11 de maio de 2024, nos arredores do Ginásio do Biluca. De acordo com as investigações, os acusados criaram um grupo em um aplicativo de mensagens para planejar o ataque contra um rival ligado a outra facção criminosa. No planejamento, eles chegaram a envolver um menor de idade, que atualmente cumpre medida socioeducativa.
Segundo apurado, a vítima foi atraída até o local com a promessa de receber o pagamento de um dinheiro. Ao chegar ao ponto combinado, foi surpreendida pelos criminosos e atingida por disparos de arma de fogo. Ao todo, os autores efetuaram pelo menos dez tiros de pistola calibre .40, sendo que três atingiram a vítima.
Mesmo baleado, o homem conseguiu fugir e buscar ajuda em um estabelecimento comercial próximo. Ele foi socorrido consciente e chegou a indicar à polícia quem seriam os responsáveis pelos disparos.
Três dias após o crime, no dia 14 de maio, alguns envolvidos foram presos durante uma operação integrada entre as forças de segurança. Os investigados haviam fugido para a cidade de Rubiataba, onde chegaram a gravar um vídeo em um quarto de hotel.
A ação conjunta contou com equipes da CPE de Rialma, CPE de Uruaçu, CPE 20 de Uruaçu, 4ª Companhia do BPM Rural, ARI do 12º CRPM, GPT do 3º BPM e o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil em Porangatu. A operação resultou na desarticulação do grupo criminoso e na apreensão de armas e munições.
Após o julgamento, o Tribunal do Júri condenou os réus pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor. As penas foram fixadas em regime inicial fechado, além de multa.
Foram condenados:
Fabrício Barbosa Carvalho – 15 anos e 8 meses de reclusão
Paulo Henrique Rodrigues do Nascimento – 14 anos e 8 meses de reclusão
Victor Gabriel Lino da Silva – 15 anos e 2 meses de reclusão
Tiago Alves de Aviz – 14 anos e 6 meses de reclusão
Jânio Gabriel do Carmo da Silva Moura – 14 anos de reclusão
Todos também receberam pena de 126 dias-multa.
Já o réu Tiago Panta foi condenado pelos crimes de organização criminosa e posse irregular de arma de fogo, recebendo pena de 7 anos de reclusão e 136 dias-multa, com regime inicial semiaberto.
Na decisão, foi determinado que seja computado o período em que o acusado permaneceu preso. A Justiça também revogou a prisão preventiva de Tiago Panta e determinou a expedição de alvará de soltura, devendo ele ser colocado em liberdade imediatamente, salvo se houver outro motivo para permanecer preso.
O julgamento chamou atenção pela longa duração e pelos detalhes apresentados durante a investigação, que apontaram o planejamento.

















