Quatro suspeitos de tráfico internacional de drogas morrem em confronto, piloto é preso e outros fogem

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Quatro criminosos morreram durante confronto entre policiais e suspeitos de tráfico internacional de drogas, entre Paranã e São Salvador, na região sudeste do Tocantins. A ação, ocorrida no domingo (22), faz parte de uma ofensiva das forças de segurança que também resultou na prisão de um piloto, na apreensão de duas aeronaves e de meia tonelada de cocaína.

Além dos quatro suspeitos de tráfico que morreram no local, outros conseguiram fugir para a mata. Um vídeo mostra o momento em que os corpos de suspeitos sendo transportados em uma caminhonete da Polícia Militar do Tocantins. O vídeo também mostra que a Polícia Militar de Goiás chegou a permanecer infiltrada na mata densa por cerca de dez dias, dormindo em redes e sob chuva, para monitorar a movimentação do grupo criminoso. O cerco policial segue com o apoio da Polícia Militar do Tocantins, que busca localizar outros fugitivos que ainda estariam na região.

No local do flagrante, entre Paranã e São Salvador, os agentes descobriram um galpão com dezenas de galões de combustível e buracos no chão, usados para esconder a droga e abastecer aviões em voos de longa distância.

Piloto preso em pista de pouso

Na zona rural de Dueré, no sul do Tocantins, o piloto Max Jhonny Saraiva Silva Melo foi preso pela polícia no sábado (21) logo após o pouso de um monomotor modelo Cessna 210 em uma pista clandestina. Segundo as investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a aeronave teria decolado da fronteira com a Bolívia.

No momento da abordagem, os agentes encontraram no avião um adesivo da Bolívia, fardos de comida e um GPS com registros de rotas internacionais.

Na mochila do piloto, foram encontradas porções de cocaína, folhas de coca e valores em moeda estrangeira, incluindo dólares, bolívares e pesos colombianos. Um detalhe técnico ajudou a confirmar a ligação de Max Jhonny com o crime: seu aparelho celular conectou-se automaticamente à rede de internet via satélite instalada na aeronave.

Segundo a polícia, Max Jhonny possui um vasto histórico criminal, com passagens e condenações por roubo e crimes contra o sistema financeiro.

A defesa do piloto informou que os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão (leia íntegra da nota abaixo).

Nota da defesa de Max Johnny Saraiva Silva Melo

A imprensa, a defesa constituída para a atuação inicial no caso do Max Johnny Saraiva Silva Melo informa que recebeu com serenidade a notícia da veiculação da reportagem acerca da operação realizada no município de Dueré.

Entretanto, é importante destacar que os fatos ainda se encontram em fase inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente superficial das circunstâncias da prisão. A narrativa que vem sendo construída publicamente não reflete, de forma fiel, a complexidade do caso.

Há elementos relevantes que demonstram que a situação não se apresenta como aparenta em um primeiro momento, razão pela qual a defesa está adotando todas as medidas legais cabíveis para o completo esclarecimento dos acontecimentos.

Reitera-se a confiança no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, certos de que, ao final, os fatos serão devidamente contextualizados e compreendidos em sua real dimensão.

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