Após denúncia dos Correios, mulher é presa em flagrante por receptação de comprimidos abortivos

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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da 12ª Delegacia Regional de Polícia de Porangatu, na data de ontem, 11 de fevereiro de 2026, tomou conhecimento, por meio de comunicação formal realizada pelos Correios, acerca da existência de encomenda com suspeita de conter produto de origem ilícita, identificada pelos protocolos internos de segurança da empresa, passando a adotar as providências legais cabíveis.

No curso das diligências, foi confirmada a presença de comprimidos de medicamento abortivo, introduzidos de forma dissimulada no interior da encomenda postal, sendo a investigada a destinatária final do produto ilícito.

Verificou-se que o referido medicamento havia sido adquirido de forma irregular, mediante comercialização ilícita e sem qualquer controle sanitário ou autorização legal, circunstâncias que evidenciam a origem criminosa do produto.

Diante da situação, a destinatária foi conduzida à Delegacia de Polícia e, após a formalização dos procedimentos de polícia judiciária, autuada em flagrante delito pela prática, em tese, do crime de receptação, previsto no artigo 180, caput, do Código Penal, em razão do recebimento de produto de origem ilícita, nas circunstâncias em que ocorreu sua aquisição e remessa, sem prejuízo da apuração do ilícito autônomo envolvendo a distribuição do referido medicamento clandestino.

A Polícia Civil esclarece que, já na data de hoje, no curso das diligências investigativas em continuidade, foi interceptado novo envio do mesmo medicamento abortivo, novamente destinado à investigada anteriormente detida, sendo a remessa prontamente identificada e apreendida pela equipe policial, o que impediu a consumação de mais um possível procedimento abortivo clandestino.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos na cadeia de fornecimento, venda e envio do material apreendido, bem como apurar eventuais delitos conexos.

A Polícia Civil reforça que o envio, comércio e recebimento de medicamentos abortivos de forma clandestina configura prática criminosa, além de representar grave risco à saúde pública, sujeitando os envolvidos às sanções penais cabíveis.

A Polícia Civil de Goiás permanece à disposição da população para o recebimento de denúncias anônimas, reafirmando seu compromisso com o enfrentamento qualificado da criminalidade e a proteção da saúde pública.

Fonte: Polícia Civil Goás

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