Está marcado para esta quinta-feira, 29 de maio, na comarca de Porangatu (GO), o julgamento de Wellington Hipólito de Oliveira, acusado de homicídio triplamente qualificado contra o próprio pai, Lázaro Hipólito de Oliveira, de 81 anos. O réu será submetido a júri popular, conforme previsto na legislação para crimes dolosos contra a vida.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em circunstâncias que agravam a pena, sendo classificadas como qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação sustenta que Wellington agiu de forma premeditada e violenta, resultando na morte de Lázaro Hipólito.
O caso causou grande comoção na comunidade local devido à brutalidade do crime e ao vínculo familiar entre vítima e acusado. A sessão do Tribunal do Júri será realizada no Fórum da Comarca de Porangatu e contará com a participação de representantes do Ministério Público, da defesa do réu, além dos jurados sorteados para compor o conselho de sentença.
O julgamento é aguardado com expectativa por moradores da região, que acompanham o caso desde sua ocorrência. A previsão é de que a sessão se estenda ao longo de todo o dia, podendo se prolongar dependendo da complexidade dos depoimentos e debates. A imprensa terá acesso limitado ao plenário, respeitando as normas do Judiciário e a segurança dos envolvidos no processo.
Entenda o caso

O crime ocorreu em 7 de junho de 2024 e chocou a comunidade local. Após sua separação Lázaro, passou a residir no Piauí e viajou a Porangatu para visitar a ex-esposa, mãe de seus seis filhos. A família discutia a divisão patrimonial e na manhã do crime, ele tentou visitá-la, mas não foi atendido.
O idoso seguiu então para a fazenda da família, onde foi abordado por Welington e tiveram uma discussão e ele retornou para a cidade. Wellington procurou o pai e após uma discussão, o filho o agrediu com socos e efetuou um disparo de arma de fogo contra ele.
O tiro atingiu o abdômen de Lázaro, causando hemorragia interna fatal. Antes de morrer, ele informou aos socorristas que o autor do disparo foi Welington. Após o crime, Welington fugiu, mas foi capturado uma semana depois na zona rural de Porangatu.
Motivo torpe e qualificadoras

O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Welington por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe (interesse patrimonial), meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o crime envolveu agravantes como a idade avançada da vítima (81 anos), o fato de ter sido cometido contra um ascendente e em contexto de relações domésticas.
Tragédia Familiar
O caso destaca questões sobre disputas familiares, heranças e violência doméstica, temas que merecem reflexão e atenção da sociedade. Dias antes do crime, Wellington chegou a falar por ligação a outro irmão que pretendia encomendar a morte da irmã Fernanda ou do seu esposo. (Confira na reportagem de vídeo)
Ele chega a dizer que sabe que a mãe irá sofrer, mas que alguém precisa morrer na família. Um vídeo o mostra manuseando uma arma que pode ser a que foi utilizada no crime. Também foram extraídos áudios em que Wellington ameaça a irmã e pede ajuda para encontrar o pai.


















