O período de início do ano letivo, que tradicionalmente era o momento de maior movimentação para as papelarias, foi drasticamente afetado após aquisição dos kits escolares pelos governos por meio de licitação. A medida, embora considerada louvável pelos próprios comerciantes, está levando papelarias à beira da falência, afetando centenas de comerciantes em todo o estado.
A distribuição dos kits escolares, que são adquiridos por meio de licitações de grandes empresas, muitas vezes de fora do estado, tem prejudicado o comércio local e traz à tona a discussão para a adoção do Cartão Material Escolar.
Com a iniciativa, os pais tem a liberdade de comprar no seu município movimentando a economia local, evitando demissão de funcionários, fechamento de portas ou a mudança do ramo de negócios, uma vez que perderam o principal período de vendas.
Maurício Amaral atua há quase três décadas com papelaria em Porangatu. Ele lembra que neste mesmo período que antecede o início das aulas, a movimentação na loja era intensa. Atualmente está diminuindo a parte de papelaria e conciliando com o ramo de móveis de escritório.
“O que ainda contribui um pouco com as vendas são as escolas particulares. Mas, é preciso fazer um estudo, uma reunião com os representantes das papelarias para que o comércio local seja prestigiado”, pontuou Maurício.
Já o empresário Sílvio José de Montividiu do Norte, município de pequeno porte e que não conta com escolas particulares, reduziu drasticamente seu estoque.
Cartão Material Escolar
Os municípios de medianeira, Goioerê e Santa Terezinha do Itaipu no Paraná, Porto Alegre no Rio Grande do Sul e Sorriso no Mato Grosso implementaram o cartão material escolar.
Com a iniciativa as famílias podem escolher diretamente nas papelarias credenciadas os materiais mais adequados às necessidades dos estudantes evitando desperdício e promovendo mais liberdade na aquisição dos itens além de movimentar a economia local nas papelarias.















