Roda de conversa debate o feminino nas histórias infantis

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Confira mais informações com as entrevistadas na reportagem de vídeo

O grupo teatral Trem de Doido, em parceria com o Coletivo de Mulheres Liberdade de Ser e a Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Porangatu, realizou uma roda de conversa com o tema “O feminino nas histórias infantis”. O encontro reuniu estudantes, professores e integrantes da comunidade, promovendo uma reflexão sobre o papel das mulheres nas narrativas voltadas para o público infantil e suas implicações na formação das novas gerações.

A presidente do Ponto de Cultura Trem de Doido, Célia Ferro, explicou que a atividade integra o projeto “Nos Trilhos do Norte Goiano”, que conta com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e do Governo de Goiás. Segundo ela, a roda de conversa é uma contrapartida do projeto, que tem percorrido o norte goiano com palestras e apresentações de um espetáculo infantil.

“Nós estamos com o curso de Letras e vamos conversar um pouco sobre o feminino nas histórias infantis, que é um desdobramento de todo esse projeto que estamos desenvolvendo pelo norte goiano. A ideia é discutir como as mulheres são vistas nessas narrativas e como levar esse debate para a sala de aula, com as crianças”, destacou Célia Ferro.

A professora Magna Maria, da UEG, ressaltou a importância da iniciativa para repensar as representações femininas presentes na literatura.

“Precisamos começar a mudar a concepção do feminino apresentada às crianças. A literatura tradicional ainda traz a figura da princesa submissa, que espera pelo príncipe encantado. Já a literatura contemporânea propõe uma mulher empoderada, protagonista da própria história. É essencial que esse contraste seja discutido na educação”, afirmou.

Já a professora Cida Barros destacou que refletir sobre o feminino na literatura infantojuvenil é também uma forma de promover uma sociedade mais igualitária.

“Discutir a representação do feminino na literatura é pensar na formação de crianças e jovens a partir de novas perspectivas. É necessário repensar os papéis de gênero para além dos padrões já estabelecidos. Trazer essa discussão para a sala de aula é fundamental se quisermos um país com menos violência doméstica e menos conflitos entre homens e mulheres”, observou.

A roda de conversa encerrou-se com a participação ativa do público, que compartilhou experiências e reflexões sobre a importância de uma literatura mais inclusiva e crítica. A atividade reforçou o compromisso dos parceiros em promover debates culturais e educacionais que estimulem a igualdade de gênero e o pensamento crítico nas escolas e comunidades do norte goiano.

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