
A Polícia Civil do Tocantins efetuou, nesta manhã desta quarta-feira, 20, o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 30 anos, identificado pelo apelido de Kiko, investigado por homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado registrados no município de Peixe, região sul do Estado, no dia 18 de maio.
A ação policial ocorreu por volta das 8h30, durante operação deflagrada pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, em cumprimento à ordem judicial expedida no âmbito das investigações conduzidas pela unidade.
As apurações indicam que o investigado é apontado como responsável pela morte do policial militar da reserva remunerada, Durvaci Ferreira Louça de 60 anos, além de tentativa de homicídio contra o filho da vítima, identificado como André de 36 anos. O crime ocorreu em 18 de maio de 2026, na Avenida Beira Rio, região central do município de Peixe.
Um vídeo de uma câmera de segurança registrou as agressões. A gravação, com pouco mais de cinco minutos, mostra desde o momento em que a briga se inicia até a fuga do suspeito, que deixa o local em uma motocicleta.

De acordo com o que foi levantado no curso da investigação, a motivação estaria relacionada a desentendimentos anteriores entre o suspeito e o filho da vítima fatal, envolvendo conflitos de vizinhança ligados à criação de animais. Os registros indicam que as divergências teriam se iniciado no fim de 2025 e evoluído para episódios de ameaças, discussões e ocorrências policiais envolvendo as partes.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, o investigado teria utilizado uma faca para cometer o ataque, que resultou na morte do policial militar da reserva e em ferimentos no filho dele, que sobreviveu à ação. As investigações também apontam que, mesmo após uma luta corporal inicial, o suspeito teria permanecido armado durante toda a ocorrência, desferindo golpes sucessivos contra as vítimas.
A solicitação de prisão preventiva foi apresentada pela autoridade policial responsável pelo caso e posteriormente acolhida pelo Poder Judiciário, após manifestação favorável do Ministério Público.
Após a adoção dos procedimentos legais cabíveis, o investigado foi colocado à disposição da Justiça.














