
O Tribunal de Justiça de Goiás manteve a condenação de João Marcos Leite Soares, acusado de participar da organização do assassinato de Gustavo Santana, jovem de 19 anos morto em Uruaçu.
João Marcos foi condenado por homicídio qualificado e corrupção de menores a 13 anos de prisão, em regime fechado.
A defesa tentava anular o julgamento alegando que o réu permaneceu algemado durante parte da sessão do Tribunal do Júri, o que poderia ter influenciado os jurados.
O argumento foi rejeitado pelo TJGO. Por sete votos, os desembargadores entenderam que o uso das algemas foi justificado por questões de segurança e que não houve prejuízo comprovado à defesa. Com isso, foi afastada a realização de um novo júri por esse motivo.
O CRIME
Gustavo trabalhava como entregador na pizzaria da própria mãe. Na noite de 30 de outubro de 2023, foi atraído por um pedido de pizza e morto a tiros no Setor Buena Vista II.
Segundo o Ministério Público, integrantes de uma facção criminosa teriam ordenado a morte depois de interpretar uma foto de Gustavo fazendo um gesto com os dedos como sinal de ligação com um grupo rival. A família sempre negou qualquer envolvimento do jovem com facções.
De acordo com a acusação, João Marcos ajudou a organizar a ação e a distribuir funções entre os envolvidos.
O crime resultou em processos separados. Nathanael Ferreira Martins ainda aguarda julgamento. Samara Soares de Sousa, que teria feito o pedido da pizza usado para atrair Gustavo, foi julgada na semana passada e absolvida pelos jurados.
Dois adolescentes, também apontados como participantes da ação, responderam conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente.














