Gestante aguarda transferência após bebê morrer na barriga da mãe em Hospital de Porangatu

Kettelyn Yasmyn Conceição dos Santos, de 19 anos, está internada no Hospital Municipal de Porangatu e aguarda vaga para realizar o procedimento indicado pela equipe médica. Prefeitura afirma que a paciente recebe acompanhamento e está na fila da regulação estadual.

138

A família de Kettelyn Yasmyn Conceição dos Santos, de 19 anos, vive um momento de dor após a confirmação de uma perda gestacional e questiona a assistência prestada à jovem no Hospital Municipal de Porangatu, no norte de Goiás. Grávida de nove semanas, ela permanece internada na unidade e aguarda transferência para o Hospital Centro-Norte Goiano, em Uruaçu, onde deverá realizar o procedimento indicado pela equipe médica.

Segundo a mãe da paciente, Cleonice, a filha começou a procurar atendimento médico em razão de fortes dores e cólicas. A família relata preocupação com a demora na transferência e questiona as condições da assistência recebida durante o período de internação.

Em relato, Cleonice afirmou que a jovem procurou o Hospital Municipal desde o dia 13 de outubro, mas teria recebido medicação e sido liberada. Depois, retornou à unidade e, diante da persistência dos sintomas, pediu para permanecer internada.

“Dia 19 ela foi ao Hospital Municipal de Porangatu. Ela se queixava de dor, aí deram uns remédios para ela e mandaram ir embora para casa. No dia 20, ela foi de novo e foi internada porque ela pediu. Ela estava com infecção de urina, sentindo muita dor e muita cólica. Desde então, está internada esperando uma vaga para ir para Uruaçu para poder retirar o neném”, relatou a mãe.

De acordo com a família, a ausência de batimentos cardíacos fetais foi constatada na sexta-feira (23), durante a avaliação médica. Desde então, a jovem aguarda a disponibilização de uma vaga pela Central Estadual de Regulação para a realização do procedimento necessário.

Em uma publicação nas redes sociais, Kettelyn relatou sentir fortes dores e manifestou preocupação com a possibilidade de complicações infecciosas. Ela também afirmou que outras mulheres estariam enfrentando situações semelhantes.

Advogado entra no caso

O advogado Albertino Melo, que presta assistência jurídica à jovem e à família, informou que foram solicitados ao Hospital Municipal documentos relacionados ao atendimento, incluindo prontuário médico, relatórios e exames. O objetivo é esclarecer a sequência dos acontecimentos e obter informações sobre a assistência prestada à paciente.

Em atualização divulgada durante o acompanhamento da situação, foram consultados o delegado responsável pelo caso, Dr. Luciano, e o delegado regional, Dr. Monserrat. Segundo as informações repassadas por eles, após contato com o hospital, a unidade informou que a paciente estava com nove semanas de gestação e não apresentava risco de morte naquele momento, conforme a avaliação médica comunicada.

Ainda de acordo com as informações obtidas, Kettelyn aguardava uma vaga em outra unidade de saúde da rede estadual para a realização do procedimento indicado pela equipe médica, que poderá envolver tratamento medicamentoso ou esvaziamento uterino, conforme avaliação clínica.

A família segue buscando esclarecimentos sobre o tratamento, o controle das dores e a previsão de transferência.

O que diz a Prefeitura de Porangatu

Em nota de esclarecimento, a Prefeitura de Porangatu informou que, conforme os registros da equipe médica, a gestante recebeu atendimento nos dias 13 e 19 de outubro.

Segundo o município, no primeiro atendimento, os exames realizados não indicaram infecção urinária. Já no retorno à unidade, a condição foi identificada e o tratamento iniciado imediatamente, com a internação da paciente.

A administração municipal informou ainda que, durante a avaliação médica, um ultrassom transvaginal constatou a ausência de batimentos cardíacos fetais. Após a confirmação da perda gestacional, a paciente foi encaminhada ao serviço de referência para a realização do procedimento indicado.

Conforme a nota, Kettelyn permanece internada, aguardando vaga por meio da Central Estadual de Regulação (GERINT), sob acompanhamento das equipes médica, de enfermagem e multiprofissional.

Ao final do comunicado, a prefeitura destacou a importância de que os fatos sejam apurados de forma responsável, com base nos registros médicos, e reafirmou o compromisso com a transparência, a assistência à paciente e o respeito à população.

O Portal SR Notícias acompanha o caso e poderá atualizar esta reportagem conforme novas informações forem oficialmente confirmadas.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui