
A queda de um jato de passageiros da American Airlines que colidiu contra um helicóptero Black Hawk do Exército dos Estados Unidos perto do Aeroporto Nacional Reagan em Washington na noite de quarta-feira, 29, destacou os problemas do congestionamento do espaço aéreo compartilhado por aeronaves civis e militares sobre a capital norte-americana.
A falta de controladores de tráfego aéreo atrasou os voos e levantou preocupações de segurança em todos os EUA. Em outubro, a FAA abriu uma auditoria sobre os riscos de incursão na pista nos 45 aeroportos mais movimentados do país, após uma série de incidentes de quase acidentes.
A região de Washington tem três grandes aeroportos, mas o Reagan National é o mais próximo da capital. Devido ao curto comprimento de suas pistas, mais de 90% dos voos usam a pista principal, o que o torna o mais movimentado dos EUA, com mais de 800 decolagens e pousos diários.
Isso significa efetivamente uma decolagem ou aterrissagem a cada minuto durante a maior parte do dia. O Reagan é o 24º aeroporto mais movimentado dos EUA em termos de passageiros. No ano passado, o Congresso aprovou cinco novos voos de ida e volta para Washington.
O senador Jerry Moran, que chefia um subcomitê de aviação do Senado, disse à Reuters que o foco imediato é tentar salvar vidas, mas que após o término da missão, o Congresso investigará o que deu errado. "Então vamos descobrir o que aconteceu", disse Moran.
O ACIDENTE

O avião com 60 passageiros e quatro tripulantes colidiu com um helicóptero do Exército Americanona quarta-feira, 29, enquanto se aproximava do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, perto de Washington, nos Estados Unidos.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Washington e a Autoridade de Aeroportos da capital, não há sobreviventes. Ao menos 27 corpos já foram recuperados das águas congelantes do Rio Potomac. O acidente ocorreu em um dos espaços aéreos mais controlados e monitorados do mundo, a pouco mais de 5 quilômetros da Casa Branca e do Capitólio dos EUA.
Poucos minutos antes do pouso, os controladores de tráfego aéreo perguntaram ao voo 5342 da American Airlines se poderia aterrissar em uma pista mais curta, e os pilotos concordaram.
Menos de 30 segundos antes do acidente, um controlador de tráfego aéreo perguntou a um helicóptero se ele tinha o avião à vista. Momentos depois, o controlador fez outra chamada de rádio para o helicóptero: “PAT 25, passe atrás do CRJ”. Não houve resposta. Segundos depois, as duas aeronaves colidiram.















