Durante o mês de agosto, o Coletivo de Mulheres Liberdade de Ser, de Porangatu, tem reforçado sua atuação com ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa integra a campanha nacional do Agosto Lilás, que marca a luta pelo fim da violência de gênero e comemora os avanços da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006.
Entre as principais ações promovidas pelo coletivo está a distribuição de cartazes informativos, que estão sendo fixados em banheiros de bares e restaurantes da cidade. Os materiais trazem orientações sobre como identificar situações de violência, canais de denúncia e mensagens de empoderamento feminino. A estratégia busca alcançar especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade, criando pontos de acolhimento e informação em locais de circulação social.

Além disso, o coletivo realiza palestras educativas com especialistas, voltadas tanto para o público feminino quanto para a comunidade em geral. Os encontros abordam temas como os tipos de violência contra a mulher, direitos legais, rede de apoio, além de trazer depoimentos e discussões sobre como combater o machismo estrutural.
Segundo a coordenadora do coletivo, Maristelma Duarte, o objetivo é “levar informação de forma acessível e ampliar a rede de proteção às mulheres, principalmente em ambientes onde a violência pode estar mais próxima do que se imagina”.
O Coletivo Liberdade de Ser atua em Porangatu é formado por mulheres voluntárias de diferentes áreas, como educação, saúde, direito e assistência social. A organização também oferece apoio a vítimas, orientação jurídica e encaminhamentos para serviços públicos.

O Agosto Lilás é um momento simbólico, mas o coletivo reforça que a luta é permanente. “Conscientizar é o primeiro passo para transformar. Nossa missão é mostrar que nenhuma mulher está sozinha e que existem caminhos para sair de situações de violência”, finaliza a coordenadora.
Como denunciar:
Mulheres em situação de violência podem denunciar por meio do Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), além de procurar a Delegacia da Mulher mais próxima ou entrar em contato com o próprio coletivo por meio das redes sociais.














