
Durante Sessão Solene realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO) no dia 1º de dezembro, foi prestado homenagem aos bombeiros militares, fazendeiros, brigadistas voluntários, lideranças e membros da comunidade que atuam no enfrentamento aos incêndios no Cerrado goiano por meio do Projeto Cerrado Vivo, iniciativa coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás.
A solenidade, proposta pelo deputado estadual George Morais, reuniu autoridades, homenageados e convidados para reconhecer o esforço conjunto de quem dedica tempo, energia e coragem para proteger um dos biomas mais importantes do país.
Durante a sessão, diversos nomes que atuaram diretamente na linha de frente — entre eles bombeiros militares, fazendeiros, agropecuaristas e brigadistas voluntários — foram oficialmente homenageados pelo compromisso com a preservação ambiental.
Entre os indicados de Porangatu estão Euclides Oliveira de Souza da Defesa Civil e presidente da Apale, Maria Jacy da Coopermel, o agropecuarista Paulo Vanderlan, o veterinário e voluntário na proteção animal, Sebastião Júnior, além de Francisco Aparecido Rodrigues, o conhecido Nego Carapina, personalidade amplamente respeitada em Porangatu.
Nego Carapina: história, cultura e humanidade
Carpinteiro, artesão e referência comunitária, Francisco Aparecido Rodrigues construiu, ao longo de mais de 30 anos, uma trajetória marcada pela habilidade com a madeira e pela dedicação ao próximo.

Utilizando materiais reutilizados e valorizando a identidade regional, suas peças artesanais preservam memórias e celebram a cultura sertaneja, tornando-o guardião de saberes tradicionais do Cerrado.
Seu legado, contudo, vai muito além da arte.
Ex-conselheiro tutelar, ex-diretor do Lar dos Idosos Paulo VI e voluntário incansável, Nego Carapina dedicou grande parte da vida a acompanhar pacientes em tratamento de câncer em Goiânia e no Hospital de Amor, em Barretos (SP). Seu apoio emocional e sua presença constante se tornaram um gesto de solidariedade que marcou profundamente famílias porangatuenses.
Com carisma, generosidade e uma vida pautada pelo cuidado ao outro, ele se tornou um símbolo de humanidade, tradição e pertencimento — um verdadeiro patrimônio afetivo do povo de Porangatu.
Reconhecimento a quem protege o Cerrado
O Projeto Cerrado Vivo tem se destacado pelo trabalho integrado entre instituições públicas, produtores rurais e voluntários no combate ao fogo e na prevenção das queimadas, que ano após ano ameaçam a fauna, a flora e comunidades inteiras.
Celebração de coragem e compromisso
A Sessão Solene do Projeto Cerrado Vivo foi um momento de gratidão e reconhecimento àqueles que, com bravura e responsabilidade, contribuem para a defesa do bioma e para a segurança das comunidades goianas.

















