O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se réu em um processo que investiga sua suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em 26 de março de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que também inclui outros sete aliados de Bolsonaro.

A denúncia da PGR, formalizada em 18 de fevereiro de 2025, acusa Bolsonaro e seus aliados de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. A PGR alega que Bolsonaro liderou um núcleo que buscava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo planos para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Durante a sessão no STF, realizada em 25 de março de 2025, Bolsonaro compareceu ao plenário, mantendo uma postura firme, embora visivelmente pressionado. Seus advogados argumentaram que ele "agiu dentro dos limites democráticos", enquanto a acusação apresentou evidências, como vídeos, mensagens e depoimentos, para sustentar as alegações. A sessão foi transmitida ao vivo e gerou intensa repercussão nas redes sociais, com opiniões divididas entre apoiadores e críticos do ex-presidente.
Especialistas apontam que o desfecho deste processo poderá impactar diretamente o cenário político e eleitoral do Brasil, especialmente com vistas às eleições de 2026. Bolsonaro já foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante seu mandato.















